Monday, August 28, 2006

Ciclismo: Floyd Landis - batoteiro ou humano?

Foi o protagonista da Volta a França 2006 pelos melhores e piores motivos. Tal como o 1001Desportos noticiou oportunamente, Landis foi desclassificado do Tour deste ano por ter acusado positivo num teste antidoping na 17ª etapa, quando recuperou cerca de sete minutos e meio ao camisola amarela. Na etapa anterior, Landis, que era considerado o favorito a ganhar a prova pela forma com esta estava a decorrer, perdeu cerca de oito minutos para o espanhol Óscar Pereiro.
Chegou a Paris de amarelo mas a desilusão chegou uns dias depois com o anúncio da desclassificação por parte da organização da prova e confirmado pela direcção da sua equipa, a Phonak Hearing Systems.

Floyd Landis no Tour de France 2006

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O que escapa ao conhecimento de muitos é o esforço extra a que Landis se predispõem quando sobe para o selim da sua bicicleta. Chama-se Osteonecrose a doença responsável pelo sofrimento do ciclista americano, consequência duma queda em 2003, na Califórnia. À altura Landis fracturou a bacia e uma cirurgia permitiu que continuasse a competir mas com muitas dores. No ano seguinte a doença foi diagnosticada, agravada por uma artrite. Esta doença tem consumido a bacia de Landis no ponto de ligação com o fémur. O osso neste ponto esta morto e desgasta-se como madeira seca em atrito!,
O americano sempre teve uma opção rápida e relativamente simples para acabar com as dores, uma prótese. No entanto, a introdução duma prótese acabaria com a sua carreira, então, Landis decidiu adiar a operação por 2 anos, tempo suficiente para se concentrar em exclusivo em vencer uma grande corrida por etapas. Assim, o Tour 2006 era a última oportunidade para atingir o seu objectivo. Depois do descalabro da 16ª etapa em que perdeu cerca de oito minutos para o líder terá (Landis ainda não admitiu ter usado qualquer substância proibida) sucumbido à tentação do caminho mais fácil. A sua prestação no dia seguinte foi épica mas, segundo a organização da prova, consequência do aumento das hormonas masculinas Testosterona e Epitestosterona.
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Talvez tenha sido um triste final de carreira para um atleta que desde muito novo se mostrou competitivo e ambicioso. Desde cedo abraçou o ciclismo, então de montanha, como o seu desporto de eleição. O seu amor por esta modalidade era tanto que o levou a trocar a sua Pensilvânia natal pela Califórnia das oportunidades. A razão desta mudança deveu-se ao facto da sua família ser menonita devota, um ramo do Protestantismo que não permite os luxos e vícios do mundo moderno, entre os quais a ingestão de bebidas alcoólicas ou café, a participação em festas ou, até mesmo, assistir a um simples filme no cinema. Também a participação em provas desportivas ao Domingo começava a ser vedada ao jovem Floyd que, aos 18 anos, já era campeão americano de Mountain Bike. A mudança deu-se aos 20 anos de idade e, já californiano, quatro anos mais tarde, trocou a montanha pela estrada para, num espaço de mais quatro anos, ser uma das principais ajudas de Lance Armstrong na sua caminhada pelo Hepta no Tour. Em 2004 deixou a US Postal Service para ser chefe de fila na Phonak Hearing Systems, apesar do descontentamento do amigo Lance.

Doping na perspectiva de Steven Colbert

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Parece que perder o Tour tão perto do fim não estava nos planos de Floyd Landis. Pode dizer-se que o americano é um batoteiro, que não se importa de ganhar seja de que forma for, mesmo recorrendo ao doping! Mas também se pode ter em conta a sua carreira, todos os esforços da sua vida e, até mesmo, a doença que o inferioriza para minimizar este incidente argumentando que o lado humano levou a melhor e que um erro não pode manchar uma carreira excepcional.
Landis é, sem dúvida, um ser humano e com enorme ambição mas é, também, um atleta profissional e um exemplo para muitos jovens. A sua atitude é, portanto, indesculpável e o eventual final da sua carreira, a confirmar-se, tornou-se trágico!
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Thursday, August 17, 2006

Basquetebol: Magic Johnson - um dos melhores jogadores de sempre da NBA

1001Desportos presta homenagem ao grande ídolo da NBA e basquetebol mundial. Sem qualquer hesitação pode-se afirmar que Earvin "Magic" Johnson Jr. foi talvez o melhor jogador de todos os tempos atrás de Michael Jordan.
Depois de uma década de 70 onde as audiências televisivas e os espectadores baixaram, a NBA e principalmente os L.A. Lakers tiveram no ano de 1979 a felicidade de o recrutar como a 1ª escolha do Draft.
Johnson ficou nacionalmente notabilizado nesse ano de 1979 porque liderou a sua equipa da Universidade de Michigan na vitória do campeonato nacional universitário NCAA contra a favorita Universidade de Indiana liderada por Larry Bird. Essa final continua a ser das mais vistas de sempre da história da NCAA.
Os L.A. Lakers, apesar de contar com um dos melhores jogadores de sempre da NBA, o poste Kareem Abdul-Jabbar detinham uma boa equipa mas só com Magic Johnson lograram o sucesso no campeonato e logo no seu ano de rookie!
Os anos 80 e 90 passaram a ser conhecidos como as décadas douradas devido à grande panóplia de grandes jogadores que sobressaíam pela sua qualidade e espectacularidade nas suas acções. Mesmo assim, Magic sobressaía, empolgava o publico e aumentava as audiências, pois conseguia aliar a uma tremenda eficácia (em toda a carreira teve média de 19 pontos por jogo e eficácia de lançamentos de campo de 52%) e a um espírito colectivo (11,2 assistência por jogo – a melhor média da história da NBA) uma espectacularidade sem precedentes na NBA.
Esssa espectacularidade sem precedentes pode ser comprovada no video seguinte onde constam apenas algumas das suas melhores jogadas.



Visto que jogava preferencialmente na posição de Base (Point Gard) sua coordenação motora e rapidez de movimentos do alto dos seus 2,06m de altura ditavam supremacia naquela posição onde a média de alturas ronda os 1,85m.
Magic Jonhson, para além dos referidos dotes físicos tinha várias características pessoais e técnicas que foram determinantes no seu sucesso e que são espelhados pela conquista de 5 anéis de campeão da NBA. Entre as quais sobressaíram a sua capacidade de liderança e carisma, a capacidade de passe e espectacularidade que impunha nas suas assistências que deixavam não só confusa a defesa adversária como também os operadores de câmera, a eficácia dos seus famosos lançamentos em gancho e, por fim, a tenacidade defensiva, pois terminou a carreira com uma média de 7,2 ressaltos por jogo.
Ao longo da sua carreira dividiu a popularidade junto dos fans com Larry Bird, Julius “Dr. J” Erving, e um jovem chamado Michael Jordan que só mais tarde foi considerado como o melhor jogador de basquetebol de todos os tempos.
Delicie-se com o vídeo seguinte onde constam as jogadas mais bonitas do trio contemporâneo Magic, Bird e Jordan.

e
Palmarés
Se a grandeza de um desportista é revelada pelos seus títulos, então Magic tem no seu palmarés:
- 5 campeonatos (1980, 1982, 1985, 1987, 1988);
- 3 prémios MVP (Most Valuable Player) da época regular
- 3 prémios MVP das finais
- 12 nomeações All-Star
- 2 prémios de MVP do jogos All-Star (1990, 1992)
- 138 triplos-duplos (3 categorias diferentes na casa das dezenas)
- Rookie do ano em 1982

Passagem do Ceptro
Na sua última época como jogador activo, em 90-91, os L.A. Lakers perderam na final contra os Chicago Bulls liderados por Michael Jordan. O “rei” passava o testemunho, na altura ninguém duvidava das qualidades de Michael Jordan, mas havia muito cepticismo se a jovem estrela conseguiria aguentar “o peso do ceptro”. O tempo encarregou-se de dissipar as dúvidas!
Uma coisa é certa, depois de Magic Johnson se ter retirado não havia rival à altura de Michael Jordan.

O dia que chocou o mundo do desporto
No ano de 1991, mais precisamente no dia 8 de Novembro, Magic Johnson, chocou o mundo quando anunciou que era HIV-positivo. Devido ao desconhecimento daquela doença pelo público em geral (que ainda pensava que era uma doença “exclusiva” de homossexuais caucasianos) Magic espantou o mundo quando um ano mais tarde ajudou a selecção do seu país a conquistar a medalha de outro em basquetebol nos jogos olímpicos de verão Barcelona-92. Gerou-se alguma controvérsia quando alguns jogadores afirmaram que tinham medo de jogar contra Magic, pois tinham medo de contrair a doença!
e
Vida para além da SIDA

Magic participa ainda em inúmeros debates onde promoveu a discussão e esclarecimento sobre SIDA, especialmente a sua transmissão e controlo da doença. Além de deter várias escolas de basquetebol por todo o país Magic participa em acções de caridade e de angariação de fundos para o combate à doença causada pelo retrovirus.

Para sempre na memória

Magic consta no Hall of Fame da NBA e os L.A. Lakers retiraram a sua camisola 32. As suas jogadas, especialmente as penetrações para o cesto que acabavam em lançamentos ou em assistências acrobáticas, ficarão para sempre na história da NBA como das jogadas mais bonitas de sempre.

Para não desencadear a fúria dos deuses do basquetebol, peço que me perdoem os seguintes jogadores que não foram referidos anteriormente e que pertencerão sempre ao leque de jogadores que de entre os quais se classifica um jogador como o melhor de todos os tempos da NBA. Os seus desempenhos encontram-se comparados neste quadro e listam-se de seguida por ordem de entrada na NBA:


Bill Russell (56-69, jogou apenas nos Boston Celtis e ganhou 11 campeonatos em 13 possíveis)



Wilt Chamberlain (década de 60-70, marcou num jogo 100 pontos!)


Oscar Robertson (61-74, rivalizou com Magic no top de assistências)


Kareem Abdul-Jabbar (69-89, parceiro de sucesso e talento de Magic)



Juluis Erving (71-87, Dr. J jogou tanto no ABA e na NBA, na NBA não teve uma equipa à altura)

Saturday, July 15, 2006

1001Desportistas

A comunidade 1001Desportos foi enriquecida, pois criámos o blogue 1001Desportistas, um espaço dentro do âmbito do 1001Desportos, onde iremos descrever as carreiras e os feitos de alguns dos grandes desportistas que se destacaram no Desporto Mundial.